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martes, 6 de marzo de 2012

O TEXTO NAS ATIVIDADES ESCOLARES, PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E AUTORIA.

Osmar de Souza.
O artigo nos propõe uma reflexão sobre “o texto e a escola” e “o texto e a autoria”. A escola ainda utiliza a escrita dos alunos como avaliação dos conteúdos, este escrever institucionalizado não dá a oportunidade de uma escrita autoral, que faça sentido para o aluno. Normalmente o que temos na sala de aula são resumos, redações, cópias de alguns gêneros, etc, o que não acrescenta em nada, pois não passa de reprodução de textos que já existem. Este “pensar” o texto como algo pré-definido, limita o pensamento do aluno, pois a preocupação não esta no que escrevo, mas no como e quanto escrevo. A quantidade e a estrutura são o mais importante, aluno que escreve muito é normalmente dito, como um bom aluno de Português, o que não é verdade, pois a qualidade do texto não está na sua forma ou no seu tamanho, e sim autoria do texto, no dizer real do aluno, no seu posicionamento em relação ao assunto.
Sempre que se propõe uma atividade de texto em sala de aula, a maioria reclama e não quer fazer a atividade. Sempre me perguntava o porquê desta atitude? Mas não é difícil de perceber. O professor define o tema a estrutura e ainda atribui uma nota, como o aluno faz então para se expressar através da escrita? Difícil, são poucos que realmente conseguem. Então qual a função do texto na sala de aula se não para segregar, rotular, avaliar? Essa forma de utilizar a escrita na escola foi e é a prática dominante, mas que vem perdendo espaço, pois o escrever assim já não abarca as necessidades da sociedade atual. O escrever deve ser na escola um momento de reflexão, de posicionamento, de avaliação também, mas não desta avaliação de conteúdo e sim da avaliação do todo. O resumo de um livro por exemplo, não diz nada sobre o que o aluno entendeu, já uma crítica ao livro, o faz ter que se posicionar enquanto leitor ativo do processo.
Este escrever na escola, na minha visão, não passa de uma simulação, de reproduções sem sentido, que só é “ importante” para os leitores de mentirinha, no caso, nós professores. Uma escrita vazia de sentidos e carregada de limitações.

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